sábado, 14 de janeiro de 2012

Quem é o facilitador de grupo?

Atuar no campo dos relacionamentos tem sido uma tarefa de grande desafios para os educadores, gestores, gerentes, líderes, facilitadores, gurus e outros, todavia, como obter sucesso diante de um grupo, seja em sala de aula e/ou no ambiente empresarial competitivo? Vamos entender o nosso tema  supra desta semana:

As águas de um rio, quando represadas e canalizadas, transformam-se em forças produtivas, a serviço da vida. Isto porque a dinâmica da águas é comandada. Não comandadas ou mal comandadas, irrompem de forma selvagem, transformando-se em destruição e desolação. Assim nos agrupamentos humanos, as energias fabulosas que emanam tornarão os rumos da comunicação, da cooperação e da integração, ou, então, do conflito, da agressividade e da desagregação, dependendo do tipo de comando ou de liderança que neles exerce”.

CADA atividade, projeto ou evento que envolve pessoas, geralmente está permeado ou orientado por um planejamento que, naturalmente, foi coordenado por alguém. No trabalho específico com um grupo (e falamos aqui no momento em que as pessoas se encontram, se conhecem, se interagem e, a partir de então, produzirão algo, juntas), existe um personagem imprescindível ao processo de desenvolvimento desse grupo. Esse personagem pode ser o próprio líder do grupo. A ele nós chamamos de FACILITADOR.

Alguns autores denominam a pessoa que conduz atividades de um grupo de animador, moderador ou coordenador. Optamos por FACILITADOR!

No nosso contexto de trabalho com grupos, o facilitador deve exercer o papel de EDUCADOR, de INCENTIVADOR, buscando trabalhar as habilidades e dtitudes das pessoas, para gerar os comportamentos desejáveis às novas situações. Enquanto EDUCADOR, o facilitador deve conduzir um grupo, buscando possibilitar uma ação construtiva de aprendizagem (processo andragógico ou educação de adultos), oferecendo às pessoas espaços e orientação para que elas possam, com autonomia, desenvolver todas as potencialidades, integrando ao saber que já têm os novos conhecimentos que desenvolvem a cada dia.

Para melhor entender a ação do facilitador como Educador (e não como um simples animador de programas), vamos ver alguns princípios e caracteristicas da Educação de Adulto:

®     O adulto, através do processo de aprendizagem, torna-se cada vez mais apto a se autodirigir, e as vivências acumuladas lhe permitem condições para isso.

®     O adulto aprende para aplicação imediata as atividades que executa, para resolver problemas e, não, simplesmente, para acumular conhecimentos de utilidade eventual futura.

®     O repeito que o adulto deseja e reclama se liga as considerações sobre suas caracteristicas e sua participação no planejamento, na execução e avaliação das atividades das quais participa.

®     Seu ritmo de aprendizagem requer uma metodologia participativa, uma linguagem direta e experiências concretas.

®     Sua motivação se liga as expectativas de melhorias na carreira profissional, no reconhecimento social e na busca do crescimento pessoal.

®     O adulto aprende estabelecendo conexão entre os conhecimentos adquiridos e suas experiências profissionais.

®     O adulto cobra sempre o retorno de seu desempenho no processo de ensino-aprendizagem. E a estratégia ideal é a auto-avaliação, para que ele próprio julgue o seu processo.

Na metodologia para adultos, o objetivo do ensino-aprendizagem é o de explorar a experiência. O foco não está no conteúdo que é ensinado, mas nos esquemas referenciais de quem aprende.

Concordo com a citação abaixo, pois segundo Paulo Freire:

“Como sujeito do processo educativo, o homem busca ativamente
Respostas para seus problemas, de forma consciente, crítica e construtiva,
Rejeitando a mera repetição do que está escrito ou foi dito por outro”.


Quero citar abaixo alguns requesitos básicos ao desempenho do facilitador:

a)      Saber ouvir e interpretar, de forma esclarecedora, as situações que ocorrem no grupo. [...] quando isso não ocorre em nosso ambiente de trabalho as pessoas perdem a confiança no que dizemos, ou seja, garantimos resolver os problemas delas, mas nada de cumprirmos dentro dos prazos estabelecidos, e quando excede o prazo e a pessoa é prejudicada, a desculpa sempre é que não deu tempo e/ou algo aconteceu.

b)      Ter habilidades para sintetizar, clara e objeetivamente, os comentários pessoais e grupais (se o momento assim o exigir).

c)       Estar sensível aos movimentos do grupo, percebendo-os e dando o rumo mais adequado.

d)      Procurar trazer e manter os comentários dentro do contexto que estiver sendo vivenciado.

e)      Estabelecer uma comunicação clara e objetiva.

f)       Manter coerência entre a verbalização e a postura profissional (comportamento) diante do grupo.

g)      Respeitar e manter sigilo absoluto sobre tudo o que for abordado durante as atividades do grupo, procurando não efetuar comentários fora do ambiente grupal.

h)      Promover um relacionamento agradável com todos os membros do grupo (competência interpessoal).

i)        Estar aberto as opiniões contrárias.

j)        Compartilhar o comando das atividades do grupo, permitindo um ambiente espontâneo e de livre expressão.

k)      Não subestimar o potencial do grupo ou criar rótulos 9cada grupo é um grupo, portanto, um momento novo).

l)        Procurar conhecer, preciamente, As caracteristicas ou o contexto do grupo (origem, funções das pessoas, líderes, etc).

m)    Evitar aplicar a “técnica pela técnica” (toda dinâmica, vivencia ou jogo tem o seu significado, as suas variadas e possíveis consequencias, que podem desencadear situações de constrangimento ou de forte impacto emocional).

n)      Compartilhar, se possível, com outro colega facilitador, suas expectativas, inseguranças ou objetivos que pretenda alcançar com o grupo. É sempre bom ouvir outra opinião.

o)      Ser paciente, principalmente quando o grupo resolve ficar em silência ou reage com monossílabos, risos, gestos de tensão, críticas, ansiedade. Aguardar o momento certo para falar, sem criar expectativas de que, necessariamente, as pessoa têm que verbalizar alguma coisa.

p)      Habituar-se a trabalhar proativamente, fazendo, sempre de véspera, um “check-list” das tarefas/providencias que irão ser desenvolvidas.

q)      Procurar não se comprometer, passar crenças pessoais ou polemizar com alguém que está ali contra a vontade ou que já chega discordando. Ser prudente, relaxar e deixar que o próprio grupo (que é sempre sábio) estabeleça e componha o clima do encontro.


SER FACILITADOR É TORNAR FÁCIL A COMUNICAÇÃO, O CONHECIMENTO E A INTEGRAÇÃO. É FAVORECER O RELACIONAMENTO ENTRE OS MEMBROS DO GRUPO, SER MEDIADOR, SER CONCILIADOR.


Vejam esta dinâmica abaixo e serve para criar laços, estreitar relacionamentos e fortalecer o elo entre os membros da equipe de novos colaboradores e/ou equipe de vendas:

Dinâmica - CONHECENDO OS MEMBROS DO MEU GRUPO

Objetivo Central: estabelecer a integração com as pessoas e criar um ambiente saudável e construtivo, evitando, futuros desligamentos.

Duração: 20 minutos

Para quantas pessoas: aproximadamente 30 pessoas

Material: folha de sufite (cortada em 4 partes), tesoura e caneta.

Desenvolvimento: escrever o nome dos participantes segregadamente em  pedaços de papel e sortear entre os componentes do grupo. Cada pessoa tirará um nome, e colocará uma característica desta pessoa, e o facilitador fará a condução desta atividade buscando estabelecer um canal de relacionamento assertivo e motivador.

Sugestão:

Quem foi a pessoa que você tirou?

Qual é a sua característica?

Porque você colocou esta característica?

Obs.: agora quem foi tirado, tem o dever de tirar outro nome e o ciclo se repetirá gradativamente até o término.

Perguntas finais para o grupo:

Qual era a percepção dos membros deste grupo antes desta atividade? Porque?

O que aprendemos com este exercício?

O que podemos contribuir com estas características para o nosso crescimento profissional?

Conclusão: o intuito desta sondagem é entender os valores de cada pessoa para o grupo e entender o potencial humano “características positivas” que cada um pode contribuir para a construção dos resultados, e sempre dizer: não há limites para um grupo cheio destas características.

Autor da dinâmica: S.R.M.S. (Coord. Quality Let)


Fonte de pesquisa:

MILITÃO, Albigenor & Rose – “Jogos, Dinâmicas & Vivências Grupais “– Rio de Janeiro: Qualitymark Editora, 2000.

Professor Sinkler

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